2 Monólogo interno
:: O que é: quando a fadiga chega, é comum surgirem pensamentos negativos. “O monólogo interno busca substituir esses pensamentos e imagens por outros, mais positivos”, diz Becker. Os pensamentos positivos têm o poder de melhorar a motivação e incentivar a produção de neurotransmissores favoráveis ao exercício, como a endorfina.
:: Como fazer: “Use frases curtas e assertivas”, diz. “Vou melhorar”, “Tenho capacidade”, “Chego lá” são alguns exemplos. Pratique essa técnica nos treinos e crie uma “senha” pessoal para os momentos difíceis. “Quando você estiver muito cansado, imagine que está injetando gasolina aditivada em seu organismo, por exemplo. Na hora do sufoco da prova, basta repetir para si mesmo ‘gasolina aditivada’ e já estará dando um estímulo positivo ao cérebro”, afirma Becker.
3 Dissociação
:: O que é: afastar a mente da situação de dor e cansaço.
:: Como fazer: Imagine que está num lugar gostoso, agradável, longe do desconforto do treino ou da prova. “Pense que está num oásis, com um ventinho fresco batendo no rosto, sentindo-se muito bem”, sugere Becker. “Assim, você engana o cérebro, que não distingue bem a realidade da imaginação, e por alguns minutos bloqueia a sensação de cansaço e dor”, diz. Algumas pessoas gostam de correr ouvindo música para esquecer o desconforto. “Para uns, a música provoca o mesmo efeito da dissociação, mas não há comprovação científica de que seja eficiente. Para outros, o uso de walkman atrapalha a concentração.”
4 Associação
:: O que é: é o oposto da dissociação. Em vez de fugir da realidade, encare-a de frente.
:: Como fazer: Assumir o cansaço e a dor na panturrilha, no pé ou na coxa ajuda a melhorar a percepção do desconforto. A partir daí, trabalhe com o monólogo interno. Uma dica de Becker: use a palavra “desconforto”, para não tornar a dor mais aguda. “As pesquisas mostram que assumir o real é melhor do que se enganar. Mas os corredores utilizam muito as duas técnicas, alternando momentos de associação com dissociação, para descansar um pouco”, diz Becker.
5 Relaxamento, meditação e yoga
Apesar de não serem técnicas psicológicas propriamente ditas, ajudam a combater a fadiga e deixam a mente mais preparada para momentos difíceis.
:: Relaxamento: “Peço aos meus atletas para, a cada quilômetro, fechar os olhos durante poucos segundos e, ao expirar o ar, soltar todas as tensões dos músculos”, ensina Lauter. O técnico também tem exercícios para combater a tensão dos pés e mãos. “Para relaxar as mãos, peço para imaginarem que estão carregando uma delicada pétala de flor entre os dedos, para evitar que eles cerrem o punho com força. Para relaxar os pés, peço que imaginem que estão correndo à beira-mar, na areia, com a água batendo nas pernas. Isso os ajuda a tirar a atenção do sofrimento”, diz.
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