6ª variante
Apresenta um aumento da velocidade no inicio, posteriormente diminui durante grande parte do percurso e no final volta a crescer. Este comportamento é muito comum nas provas de 800 m, principalmente quando 0 objetivo do atleta é não correr pelo recorde e sim apenas se preocupa em vencer a prova.

7ª variante
A velocidade de competição apresenta dois estágios: no início, um ritmo mais alto do que na segunda parte da prova. P. Ruto (Quênia) apresentou esta dinâmica na prova final de 800 m no Mundial de 1993.
200 m 24.74 8,08 m/s
400 m 26.48 7,55 m/s
600 m 26.70 7,49 m/s
800 m 26.79 7,47 m/s

8ª variante
A velocidade de competição é constante na primeira parte, mas cresce na segunda e final. Um atleta que demonstrou esta variante tática foi Gebrselassie (Etiópia) quando estabeleceu o recorde mundial dos 5.000 m (12:56.96).
1000 m 2:36.6 6,39 m/s
2000 m 2:37.1 6,37 m/s
3000 m 2:37.2 6,36 m/s
4000 m 2:37.4 6,35 m/s
5000 m 2:28.G 6,73 m/s
Apresentamos uma série de variantes táticas utilizadas por atletas de todo 0 mundo. As mais utilizadas nas provas de meio fundo e fundo são as variantes G, 7, 8 e 9 e isso depende do nível de preparação do atleta ou mesmo de suas características genéticas, tanto no aspecto biológico como psicológico. Alguns estudos mostram que determinados atletas procuram estudar a dinâmica da velocidade de seus futuros adversários e, com base nisso, estruturam suas estratégias, procurando respeitar suas condições de preparação morfo­funcional.
Antonio Carlos Gomes é professor doutor da Universidade Estadual de Londrina, Paraná.