MULHERES NO ATLETISMO
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1. Nome? Miriam Caldasso. |
6. Como era esse universo quando você começou e agora? Hoje a minha vida é muito melhor. Quando eu iniciei, realizei o sonho de ser atleta. Eu estabeleci um sonho muito grande e trabalhei para isto. Mesmo iniciando tarde e não tendo o biotipo e a estrutura sócio-financeira para isto, eu tive que cuidar de todos os detalhes para que se oportunizasse a minha vitória. Fui em busca de todos os recursos que possibilitassem a realização deste sonho. Era tanta a convicção no que eu queria, que isto aconteceu muito rápido. Hoje eu não paro de ganhar gente porque eu faço nos meus atletas tudo aquilo que eu gostaria que tivessem feito para mim. Eu queria naquela época ter encontrado uma Miriam Caldasso na minha vida. Eu descobri que os limites não existem. Tem que se ter coragem de assumir o que a gente quer e trabalhar para realizar os objetivos. A minha realização e provar para os meus alunos que o universo conspira a nosso favor, quando estas coisas estão claras. 11. Você tem histórias curiosas para contar por ser mulher no atletismo? Experiências que vivenciou, problemas que enfrentou, histórias engraçadas, etc. Quais? Percorrendo a Meia-maratona Internacional de Passo de Los Libres, um percurso saindo e retornando a Argentina, ultrapassando apenas uma ponte, a de Uruguaiana, no Brasil, senti de perto a diferença cultural entre estes dois países. Na Argentina, havia uma cobertura total da imprensa, um grande público aplaudindo, famílias inteiras nas ruas gritando para eu ter forcas, tudo com o maior respeito e admiração pelo atletismo e, ao entrar no Brasil, País pelo qual eu estava defendendo, eu escutava preconceitos, gritos como “Vai trabalhar V...”, e outras frases e atitudes menos dignas que eu não gostaria de mencionar aqui. Eu só iniciei a me sentir melhor quando eu atravessei a ponte de volta para o país vizinho. Isto foi um fato que eu nunca vou me esquecer, pois por um momento me senti envergonhada de ser brasileira. Aqui no Brasil estamos precisando de educação e cultura esportiva.
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13. Como é a relação com os companheiros de trabalho? Há preconceitos? É difícil ganhar espaço nesta área? É, isto eu posso falar que não é fácil, mas acredito que a competência é o que ganha espaço. 14. Quais são os conselhos que você dá para as mulheres que gostam de atletismo e querem ser treinadoras? Nunca pensar que já sabe tudo. Tem que estudar, se informar muito, pois estamos numa constante evolução. Você tem que ser o espelho, o EXEMPLO. O meu diferencial não é a formação superior e as especializações em treinamento, mas antes de tudo a gente precisa ter a experiência de corpo vivido. |
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“Você não pode ensinar o que você ainda não fez, pois a gente não entende aquilo que a gente não vive”. Estou desenvolvendo o site www.correndo.com.br, que terá muitas dicas úteis para quem quer aprender sobre corridas. |